15 Resumo descritivo/Histórico:
O processo de produção da maquete foi iniciado em 2015 e durou cerca de um ano. Trata-se de uma maquete de ferromodelismo, que retrata o complexo das “Oficinas do Urubu” (a atual Transnordestina), em miniatura. Para José Simão, além de sua paixão pela ferrovia, a maquete marca a superação do problema que enfrentava com o alcoolismo. Assim, o projeto resultou do investimento de seus próprios recursos. Aparecem galpões, espaços de lazer, o Grêmio dos Ferroviários, edifícios de variadas funções, maquinários, bem como a dinâmica das pessoas em suas atividades cotidianas naquele lugar. Na maquete, pequenos personagens aguardam consultas médicas, enquanto outros se reúnem nas chamadas reuniões de DS – “Diário de Segurança”, o diretor olha pela janela do prédio administrativo e, ainda, vemos o passeio do pequenino cachorro de estimação das equipes de trabalho. A obra foi executada a partir de imagem com vista aérea do complexo, de fotografias e medições dos diferentes ambientes, além das memórias e observações pessoais de Antônio José Simão que, há cerca de quarenta anos, circula por toda a oficina, pois seus serviços são solicitados nos diversos setores. Um trabalho intenso que também exigiu investimento emocional e tempo. Passou a dedicar as noites livres, após o trabalho, à execução do projeto. Para acompanhá-lo nessa obra, convidou seus amigos maquetistas profissionais Cristiano Pires Avela, João Melo de Moura e Arlindo dos Santos Gomes. A maquete ficou exposta, pela primeira vez, no prédio administrativo do próprio complexo. Percebendo as transformações pelas quais a paisagem da Av. Francisco Sá foi passando, com a transferência de fábricas e indústrias, para Antônio Simão a maquete é uma forma de deixar registrado esse lugar que faz parte de sua própria história. Produzi-la foi um trabalho “muito gratificante”, como ele mesmo conta.